Câmara aprova projeto que prevê suspensão da CNH para quem abandonar animais usando veículo
Proposta estabelece suspensão do direito de dirigir por até 18 meses e prevê cassação da habilitação em caso de reincidência. Texto ainda será analisado pelo Senado.
14/08/2026
Por @ClicdoVale | contato@clicdovale.com.br
Em Política

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que prevê a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de motoristas que utilizarem veículos para abandonar ou auxiliar no abandono de animais. A proposta foi aprovada na quarta-feira, dia 12, e agora segue para análise do Senado Federal.
Pelo texto aprovado, o abandono de animais com o uso de veículo automotor passa a ser considerado infração gravíssima. A punição prevista é de suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Quando o animal abandonado for cão ou gato, o período sobe para 18 meses.
Além da suspensão da habilitação, o motorista também poderá ser multado. Caso o animal sofra alguma lesão, seja atropelado ou morra em decorrência do abandono, o valor da multa será dobrado.
O projeto prevê ainda a cassação da CNH caso o motorista volte a cometer a mesma infração dentro do período de 24 meses.
Segundo o relator da proposta, deputado Fred Costa (PRD-MG), o uso de um veículo para abandonar um animal pode dificultar o retorno do bichinho, o resgate e até mesmo a identificação do responsável.

A avaliação é de que levar o animal até locais distantes também amplia os riscos de atropelamento, fome, sede, doenças, exposição ao clima e ataques de outros animais, além de poder provocar situações de risco no trânsito.
Regras também atingem embarcações:
As punições previstas no projeto não ficam restritas aos veículos terrestres. O texto estabelece regras semelhantes para quem utilizar embarcações, como lanchas e motos aquáticas, para abandonar animais em rios, lagos, represas, baías ou outras águas interiores.
Nestes casos, a suspensão da habilitação também será de 12 meses, aumentando para 18 meses quando o abandono envolver cães ou gatos.
Apesar da aprovação pela Câmara, as novas punições ainda não estão em vigor. O projeto precisa ser analisado pelo Senado e cumprir as demais etapas do processo legislativo para que as alterações possam passar a valer.
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