Sem respostas há 11 meses, caso de Clélio Stumm se aproxima de um ano em Paverama
Morador completaria 78 anos nesta quarta-feira enquanto familiares aguardam respostas e a Polícia Civil mantém novas linhas de investigação.
17/06/2026
Por @ClicdoVale | contato@clicdovale.com.br
Em Polícia e Trânsito

Nesta quarta-feira, uma data que deveria ser de comemoração é marcada pela ausência e pela incerteza para familiares e amigos de Clélio Stumm. O morador de Paverama completaria 78 anos, mas segue desaparecido desde 20 de julho de 2025.
A cerca de 30 dias de completar um ano do desaparecimento, o caso continua sem respostas definitivas. Nos últimos meses, a Polícia Civil realizou novas diligências e aprofundou a apuração de diferentes linhas investigativas. Como resultado desse trabalho, a principal hipótese inicialmente considerada foi descartada.
Em contato com a reportagem, o delegado Rogério Auler informou que a Delegacia de Polícia de Paverama realizou diversas diligências para esclarecer o desaparecimento do idoso.
“A partir da linha investigativa adotada, foi possível descartar a principal hipótese inicialmente considerada. A investigação segue em andamento, com outras possibilidades ainda sob apuração”, afirmou.
Mesmo sem uma conclusão, o trabalho policial prossegue. Entre os elementos analisados ao longo dos últimos meses estão relatos de testemunhas que afirmaram ter visto Clélio após o desaparecimento. Uma das informações recebidas indicava que ele teria sido visto em um veículo vermelho. A circunstância foi analisada pelas autoridades, mas segue sem esclarecimento definitivo.
A apuração também avaliou registros de atividade telefônica relacionados ao desaparecido após o sumiço, além de outras informações reunidas durante os últimos 11 meses.
Para a família, a proximidade de um ano sem notícias torna o momento ainda mais difícil. O aniversário de Clélio, que deveria reunir familiares e amigos, acaba reforçando a angústia causada pela falta de respostas sobre seu paradeiro.
O desaparecimento mobilizou a comunidade desde os primeiros dias. Logo após o sumiço, familiares, amigos, voluntários e equipes do Corpo de Bombeiros realizaram buscas em diferentes regiões do município. As operações contaram com cães farejadores, drones e equipes especializadas em busca e resgate.
Inicialmente, os trabalhos se concentraram nas proximidades da residência do idoso, na localidade de Morro Azul. Com o passar do tempo, as buscas foram ampliadas para outras áreas do município. Entre os locais vistoriados esteve o arroio que corta a região central de Paverama até o bairro Cidade Baixa, local onde Clélio passou parte da infância.
No dia seguinte ao desaparecimento, familiares encontraram a residência aberta, assim como o carro e o galpão da propriedade. O rádio permanecia ligado. A situação levou ao acionamento das forças de segurança e ao início das buscas que mobilizaram a região.

Passados 11 meses, a família segue convivendo com a incerteza e aguardando respostas. A investigação permanece aberta e qualquer informação que possa contribuir para o esclarecimento do caso pode ser repassada à Polícia Civil ou à Brigada Militar.
Linha do tempo do caso:
20 de julho de 2025:
Clélio Stumm é visto pela última vez na localidade de Morro Azul, interior de Paverama.
21 de julho de 2025:
Familiares encontram a residência aberta, assim como o carro e o galpão. O rádio permanecia ligado. Relatos apontam que o idoso teria sido visto no Centro de Paverama.
Julho e agosto de 2025:
Buscas mobilizam familiares, voluntários, Corpo de Bombeiros, cães farejadores e drones em diferentes pontos do município.
Agosto de 2025:
As buscas são ampliadas para o arroio que liga o Centro ao bairro Cidade Baixa, local onde Clélio passou parte da infância.
15 de agosto de 2025:
A Polícia Civil encerra as buscas operacionais em campo, mas mantém a investigação aberta.
Janeiro de 2026:
O caso completa seis meses sem respostas. Novas diligências e reavaliações de informações passam a integrar a investigação.
18 de junho de 2026:
Clélio completaria 78 anos. A cerca de 30 dias de o desaparecimento completar um ano, o caso segue sem solução.
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