Veja onde partidos devem gastar quase os R$ 5 bilhões disponíveis no Fundo Eleitoral para as eleições deste ano

Os critérios para a partilha do montante recebido por cada legenda passaram a ser prioridade máxima para as legendas.

16/06/2026

Por @ClicdoVale | contato@clicdovale.com.br
Em Política

A distribuição de R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, passou a ser um dos principais temas de discussão entre os partidos políticos para as eleições gerais de 2026. Os critérios de repasse dos recursos entre candidatos e diretórios estaduais estão sendo definidos pelas legendas nos meses que antecedem o início oficial da campanha.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 30 partidos terão acesso aos recursos. As maiores parcelas serão destinadas ao PL (R$ 881 milhões), PT (R$ 615 milhões), União Brasil (R$ 526 milhões), PSD (R$ 421 milhões) e PP (R$ 417 milhões).

Criado após a proibição das doações empresariais pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o Fundo Eleitoral é atualmente a principal fonte de financiamento das campanhas. Além dele, os partidos também utilizam recursos do Fundo Partidário para custear despesas administrativas e eleitorais.

Nas eleições de 2022, os candidatos à Presidência da República declararam despesas de R$ 336,7 milhões. Desse total, R$ 244,9 milhões foram financiados com recursos públicos, o equivalente a 72,7% dos gastos. O restante teve origem em recursos privados.

Entre as principais despesas registradas naquela disputa estiveram a produção de programas para rádio, televisão e vídeo, que somaram R$ 81,3 milhões, além do impulsionamento de conteúdo na internet, responsável por R$ 67,3 milhões em gastos. Também figuraram entre os maiores investimentos a contratação de serviços, publicidade impressa e produção de adesivos.

O Google foi o principal fornecedor das campanhas presidenciais em 2022, recebendo R$ 55,7 milhões. O Facebook também apareceu entre os maiores destinatários de recursos, com R$ 8,7 milhões.

Os limites de gastos para a eleição presidencial de 2026 ainda não foram oficialmente definidos pelo TSE. A expectativa é de que os valores sejam corrigidos com base na inflação acumulada desde a última disputa.

Enquanto as principais legendas discutem a distribuição interna dos recursos, partidos menores também organizam suas estratégias. O Missão, legenda mais recente registrada no país, terá acesso à cota mínima do Fundo Eleitoral e pretende complementar o financiamento de campanha por meio de doações de apoiadores.

A definição sobre a aplicação dos recursos deverá influenciar diretamente o planejamento das candidaturas à Presidência da República, ao Senado, à Câmara dos Deputados, aos governos estaduais e às Assembleias Legislativas.

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